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Andar de mãos dadas significa que, mesmo que por alguns instantes, você seguirá o mesmo caminho acompanhando e sendo acompanhado por aquela pessoa. Durante aquele breve momento, não importa o que aconteça, terá alguém para te apoiar e te socorrer. Esse alguém lhe ajudará a se levantar caso tropece, e, muitas vezes, te impedirá de cair. Ele vai te dizer o caminho quando você se sentir perdido, mas às vezes precisará que você o guie.
Trilhar um mesmo caminho pode ser durante um dia, um mês, um ano ou até mesmo uma vida. É algo sério, sincero, que brota no fundo da alma como brotam as flores na primavera. Pode ser uma trilha de pedras, de areia, de asfalto, de poças de lama ou mesmo de plantas e canções. Pode ser um caminho leve como a brisa ou doloroso como um espinho.
Por isso, quando alguém lhe oferecer a mão para caminhar, aceite-a apenas consciente de seu significado. Aceite-a de coração, e disposto a enfrentar alguns contra tempos. Aceite-a sabendo que da chuva e dos louros raios de sol nascem o arco-íris e que a grama não seria tão bela ao amanhecer sem seu orvalho que acumulou durante a noite.
Andar de mãos dadas significa que, mesmo por alguns instantes, você seguirá o mesmo caminho acompanhando e sendo acompanhado por determinado alguém. Significa ter um sorriso quando se está triste, e um abraço quando se está carente. Significa ter um ombro para chorar e alguém para pedir colo, assim como significa também ter alguém para desejar um bom dia e bons sonhos; ter alguém que faça valer a pena levantar da cama, sorrir e viver.
Ah, e ainda mais importante que entrelaçar as mãos é atar os corações; é estar sozinho acompanhado, é sorrir sem mexer a boca e rir sem fazer barulho, apenas o olhar. É aquela fita de cetim que enfeita a caixa de bombom dos enamorados, é a chama que crepita na lareira. Ah, é tanta coisa que já não mais o sei dizer. Sei apenas que quero caminhar no momento.
Caminhar por uma longa jornada de poucos minutos, por um longo trajeto de poucos metros e por lugares nunca vistos por onde todos passam toda hora. Caminhar pelo prazer da estrada, e não só pelo desejo da chegada ao destino.
Então... Quer unir a sua junto com minha pequena mão e caminhar?
Vou agraciá-los com a infelicidade de minha presença. Uma única vez. Porque eu sou aquilo que nunca acontece. E tudo que eu disser, será tudo aquilo que é tabu e salvação. Eu sou o resquício de luz, um anjo sem asas, a felicidade que nunca foi feliz. Eu sou o mais doce pesadelo e o cantinho mais sagrado do inferno. Sou a confusão que não confunde, a dúvida que não quer resposta. Sou um inimigo que vai te estender a mão quando você cair. Sou uma constante de inúmeras variáveis indefinidas, irreais e complexas. Sou sem ser, fico sem estar, desejo sem querer, conheço sem saber, cumpro sem prometer e espero sem aguardar. Eu sou o medo que enfrenta. A coragem que pensa. A honestidade que mente. Sou uma melodia que hipnotiza, encanta e enlouquece. Uma maldição de conto-de-fada. Sou o resto do que ainda é inteiro. Sou a equação de um resultado, as estrelas de uma noite sem luar. Sou o barulho silencioso, a chuva que não molha, a música de um violão sem cordas. Sou o choro sem lágrimas, a flor sem espinhos, o cobertor que não esquenta, o mel que não é doce. Sou o arco-íris que não tem cores, um livro que não tem palavras, um elo que não liga. Sou um ser morto cujo coração bate e o corpo é quente.
Sou um não-ser que tudo é - nada sendo.
Desejo um lugar onde é terminantemente proibido o dia nascer nublado nos finais de semana e que as pessoas nunca acordassem de mau-humor, pelas interminantes noites mal dormidas, pensando nos problemas, imersos em preocupações. Um lugar no qual, a cada instante, todos ficariam sorrindo e se sentindo alegres, e até aquela moça triste e enlutada, da casa cinzenta do outro bairro, se sentiria feliz e, assim como todos os povos de cada canto do mundo, saberia o significado da palavra "Vida".
O meu lugar ideal seria sob este lindo céu azul, com nuvens de algodão e sombra fresca. Seria um local onde distribuiriam doces toda segunda-feira; assim não começaríamos a semana com o intragável mau-humor amargo e azedo. E, ah, o despertador seria usado somente para que aquela velha e gentil senhora, que sempre se esquecia de tudo enquanto admirava as flores, lembrasse de tirar o bolo, preparado com extremo carinho, do forno. E essa máquina de tortura não faria falta alguma, porque os passarinhos nos acordariam, com doces canções, junto com o calor puro e aconchegante dos mornos raios de sol.
Mas acima de tudo, esse lugar tão especial, ainda assim, saberia o que é "tristeza", no entanto, só para dar valor a enorme graça e felicidade de viver, a cada dia, mais um dia. Um local onde pessoas não arrastariam uma máscara, um sorriso pronto, falso, esculpido para o tão falado "bem estar social". E que o vento, a brisa fresca, serviria apenas para levar beijos e carinho entre pessoas que só estão separadas pela distância, as quais guardam, o tempo todo, aquela pessoa especial no coração, lembranças e pensamentos. Ninguém mais diria "Adeus", sempre "até logo", assim como fazem as flores, que descansam no inverno.
E especialmente as folhas não cairiam mais no Outono, assim como não existiria vingança, ódio, rancor, e entre outros espinhos que as pessoas carregam dentro de si.
Todos saberiam que o lugar ideal não é longe, e nem de difícil acesso; saberiam que ele fica bem pertinho, talvez, de tão perto que eles ficam, as pessoas não sabem onde é, dito isso, o lugar ideal fica dentro do coração, e que nós vemos e chamamos de "Sonhos".
20/06/2007
Pela fresta da janela apenas se via a chuva. Chovia, mas havia sol. Tímido, escondido atrás de nuvens cinzentas, espiando de quando em vez. Crianças brincavam na garoa, mulheres reclamavam da roupa e homens ficavam a ressonar. O mundo continuava sendo mundo e o vento aparentemente tirava férias, justamente com a melancolia sempre presente de dias cinzentos. Um pássaro mais corajoso enfeitava o ar com música de singela pureza e peculiar beleza. A terra cantava e as flores dançavam. Todos aguardavam pelo término da chuva, para, mais uma vez, serem presenteados com as cores cintilantes do arco-íris. E, realmente, ele apareceu. Mas haviam apenas seis cores. Todos sentiram seus corações encolher e soluçar secamente. O passarinho não mais cantava, e as crianças ficaram estáticas. O mundo então não era mais mundo. E não havia mais azul por ali.
O céu perdeu o encanto e o mar se sentiu tão pequeno e transparente que ninguém mais podia vê-lo. As nuvens não mais se destacavam na imensidão que costumava a ser azul. As flores, os peixes, os corais e as rochas da praia soltaram tão triste lamento que o som se fez ausente, para não espalhar pelos quatro cantos do mundo a dor presente. Nada era a mesma coisa sem o azul harmônico e tranqüilizador. O ar se tornou quente, pesado. E nada do azul.
Uma criança, que conhecia o mundo há apenas alguns dedos de anos, levantou a cabeça, olhou para o alto e disse que queria o azul de seu pijaminha e dos olhos cansados de sua mãezinha. Pediu de volta a cor de seu ursinho favorito e de sua piscininha de golfinhos. Então... O azul voltou. E todos olharam, incrédulos, para a criança que havia reclamado de tão pouco, de coisinhas tão pequenas e que não faziam a menor diferença. Ela, com um sorriso alegre, disse, incerta e com seu português ainda precário: "Quando não falam comigo, eu também acho que ninguém sentiu minha falta." E voltou o silêncio. E agora havia um arco-íris de sete cores. Mas, ainda que por estranha razão, quando se fala do dia em que uma das cores se perdeu, as pessoas riem e dizem que não faria diferença. Depois param, refletem e vêem que, precisavam admitir, uma cor a menos deixaria o mundo menos belo, menos mundo. E, depois da chuva e do arco-íris, o céu se fez azul. Tão azul quando o pijaminha de uma pequena criança.
Bom, começando pelo começo:
Imaginem o seguinte... Eu estava com a Jessy em bertioga (aka praia). E decidimos visitar o sr. mar :D Só que... pai estava em mogi, trabalhando. Isso foi na terça feira. Precisávamos levar chave/dinheiro né, ou não poderíamos sair. "Geralmente você quebra as coisas e eu perco elas '-'. então leva a chave, que se eu perder o dinheiro é menos mal do que se perder a chave" <- Minha frase de sabedoria/consolo :x
Bom... CLARO que tinha que acontecer alguma coisa, né? Perdemos a chave. Aí as duas ficaram _desesperadas_. Ficamos procurando. E eu até achei uma chave lá, lol < ISSO É SÉRIO. Mas não era a nossa :( Aí já tínhamos desistido... E a Jeh foi dar um mergulho... Resultado: ela mergulhou com óculos e voltou sem ele :S
Compramos coisinhas para a janta (incrivelmente eu não perdi o dinheiro) e ficamos na porta de casa esperando pai voltar. No meio tempo jogamos futebol com a tampinha de coca cola, mas... a baixinha teve capacidade de chutar por baixo do portão =| Ficamos no tédio.
Aí você pensa, nessas horas... "Putz, não podia piorar." Para quê? PARA COMEÇAR A CHOVER >___< Mas ok... Sobrevivemos.
Hm, isso foi um pouco antes. Na virada do ano, para ser mais exata. É costume pular 7 ondas e tal, fazer um pedido e boa... aí eu tava com o pai depois disso e tinha um senhor, há uns 50metros da gente. Pai disse "Olha.. ele tá sozinho. Acho que vou lá dar feliz ano novo para ele"
aí eu falei "nah, pode deixar que eu vou ^_^"
cheguei para falar com ele, desejei feliz ano novo.. dei um abraço nele também. aí ele foi falar algo, e eu fiquei esperando
ele olhou pro mar e disse: "Minha esposa faleceu em maio. E... hoje, primeiro de janeiro... é aniversário dela."
"no último ano, ela veio comigo pular as ondas.. e agora não está mais aqui"
Admito ter levado alguns segundos para absorver o que ele disse. Depois, falei algo como: "Senhor, eu não a conheço, mas tenho certeza que ela te ama muito. E... Acho que ela não gostaria que o senhor ficasse triste numa data tão importante para ela.. sei que é difícil, mas não seria melhor sorrir com as boas lembranças do que chorar com sua ausência? Sei que dói, é bom chorar, não é vergonhoso... mas depois que desabafar, não é melhor tentar ter um bom dia para que, independente de onde ela esteja, ela fique feliz?"
Aí ele me abraçou beeem apertado e chorou um pouco... depois eu desejei feliz ano novo e me afastei o--o
Mas... sabe, eu fiquei me perguntando muitas coisas com isso... "E se eu não tivesse falado com ele?"
Eu senti como se meu ano já tivesse sido ótimo só por tê-lo abraçado. Bobo, né?...
O primeiro texto desse ano: (meu e no blog. :D)
Estava olhando o céu enquanto meus pensamentos vagavam pela terra. Não sei se estava sonhando ou se era apenas minha imaginação. Uma brisa fria acariciava meu rosto e bagunçava meu cabelo. Já era noite. Estrelas brilhavam, grilos cantavam e as flores pareciam dormir. Um mundo de silêncio e de paz. Meus pés não tocavam o chão. Parecia que eu caminhava sobre algodão, de tão macio e confortável. Um lugar de fantasia, daqueles que visitamos durante a noite e esquecemos ao acordar. Meu coração não batia, só suspirava com tanta calma e sutileza que eu poderia afirmar que ele ressonava. Contudo, eu me sentia só. Essa alameda de sonhos era linda, magnífica. No entanto, a minha única companhia era eu mesma. E isso nunca me foi suficiente. Um pontinho luminoso riscou o céu. Algo surgiu, não muito longe de mim. Uma estrela cadente caída. Com extrema delicadeza, a segurei em minhas mãos trêmulas. Abracei-a, levemente, insegura. Algo triste e gelado parecia tomar conta de mim. Sim, eu queria companhia, mas não assim. Silenciosamente, ergui a pequena estrela sobre minha cabeça, esticando os braços o máximo que conseguia. "Não quero que ela fique aqui comigo", pensei. Ainda que seja fantasia ou ilusão, me doía a perspectiva de separá-la das outras. Então um vento forte soprou e a carregou, colocando-a novamente no infinito manto azul. Sorri, verdadeiramente feliz. Estava só, mas não me sentia solitária. Aquela estrelinha agora fazia parte de mim, do brilho de meus olhos, e onde eu fosse ela iria também. Senti um ar doce e perfumado, além de morno e gentil, me envolver. Levantei os braços e me espreguicei. Surpresa, notei que havia dormido, enquanto lia um livro na rede. "E então o pequeno príncipezinho voltou para o seu planeta, com seus pores-do-sol e sua rosa". Sorri.
Amanhã edito, e tal, postarei com mais detalhes. :S
Editado: Esse texto foi escrito pela jessy, e tomei liberdade de publica-lo. Assim vocês se livram, pelo menos por 1 post, de minhas palavras :x
"Como você está? Espero que bem... Sinto por não poder estar mais ao seu lado. Sua falta pesa muito. Às vezes acho que não agüentarei tal peso. Mas eu agüento, sempre; não tenho outra escolha.
Sabe, desde que se afastou de mim, meu mundo deixou de mostrar o vermelho, o azul, o verde, o amarelo... Agora se fazem presentes somente o vinho,o cinza... cores bastante desbotadas. E é pleno verão. O sol não tem faltado ao trabalho um dia sequer. E mesmo que ele ilumine as casas, as plantas, as pessoas... dando ao mundo uma aparencia agradavel, no meu coração chove. A paisagem exterior não muda isso... Não faz diferença. É o que a falta de uma única pessoa, no caso, você, causa no meu mundo.
Mas, na verdade, estou bem. Até consigo sorrir de vez em quando ou mesmo me distrair com afazeres. Afinal ainda tenho minha vida; mesmo que você tenha decidido sair dela.
Penso em você todos os dias e vibro para que esteja bem. Penso em falar contigo... Mas você foi embora por sua própria escolha, com suas próprias pernas. Então, se for voltar, teria que ser sob as mesmas condições.
Eu deixei de lhe falar, mas o amo muito. Quero que você fique tão bem quanto se é possivel estar. Porém, meu mundo precisa de sol também. Por isso desejo intensamente sua volta a minha vida, trazendo consigo as cores e o sol, após grande tempestade, e fazendo renascer uma das amizades mais bonitas que já tive. E nesse dia, será possível ao meu coração vislumbrar um arco-íris, feito a partir de minha felicidade."
J. Mariano
29/12/2008

When will those clouds all disappear?
Hm, bom. Certo...
Fui passar o ano novo na praia. Ou seja, alguns dias de chuva, chuva e mais chuva. A única coisa produtiva que fiz foi torrar bateria do meu iPod e do meu celular nos joguinhos. Complicado, complicado.
Na verdade, não tô muito animada para escrever u.u passei por aqui só para ver se não perco o costume (?).
Comprei o livro Crepúsculo (sim, o do filme). Já li, adorei. Comprei só e exclusivamente porque Fall disse que a Bella (personagem principal) parecia comigo. O que me deixou ligeiramente animada.
Descrição dela no livro:
[Trecho retirado das páginas 131/132]
"- Antigamente era assim. - Ele sacudiu a cabeça de novo. - Eu estava errado sobre você em outra coisa também. Você não é um ímã para acidentes... Essa não é uma classificação muito ampla. Você é um ímã para problemas. Se houver alguma coisa perigosa num raio de dez quilômetros, invariavelmente vai encontrar você."
Bem bem. Hoje tenho aula de violão e de canto ainda, depois acredito que vou para Bertioga. Volto sexta :*
When you feel your heart is breaking
When all your friends are faking
When its giving and no taking
I will be by your side
~
É tarde. Não sei exatamente que horas são, mas sei que é tarde. A badalada da meia noite já se foi há muito tempo. Ouço grilos e morcegos, juntamente com um vento forte que fica uivando do lado de fora. Pisco várias vezes para que meus olhos se acostumem com a quase total ausência de luz. Sei que estou deitada por sentir um colchão um tanto quanto duro e fino em minhas costas, provocando enorme desconforto, senão fosse por isso, diria que não faço a menor idéia se estou deitada ou em pé. Por entre as frestas da madeira apodrecida da janela, vejo que está um tanto quanto claro, o que me leva a pensar que é noite de lua cheia. Minha mente me faz pensar nas piores coisas. Essas armadilhas que fazemos para nós mesmos são impressionantes. Quer ver o potencial da sua criatividade? Fique em um lugar completamente no breu, ouça o vento uivante e um ou dois lobos. Até mesmo, e principalmente elas, bonecas de porcelana viram monstros medonhos e sanguinários. Sinto sede. Levanto-me para pegar água, mas vejo que a jarra está vazia. Fico dividida entre o medo de descer as escadas e buscar um copo e a secura quase arenosa de minha boca. A sede é mais forte, mas por muito pouco. Desço as escadas com uma cautela quase palpável. Ouço os degraus rangendo, e sinto meu coração a cada segundo mais acelerado. Ele, em cada batida, diz: "medo! medo! medo!". Mesmo eu sabendo que não há nada demais ali, cada sombra parece ser retirada de um filme de terror. Finalmente chego a cozinha e não acho o interruptor para acender a luz. Tateio com cuidado, acho o filtro e encho minha jarra. Volto tão depressa que nem sei como achei a escada novamente. Entro no quarto e bato a porta. Devo ter acordado alguém. Um gato miou. Finalmente bebo minha água e volto a me deitar. Não sei se durmo ou não, mas...
É cedo. Não sei exatamente que horas são, mas sei que é cedo. Ou melhor, nem tanto. Sinto cheiro de café. Levanto e vejo alguns louros raios de sol entrando pelas frestas da janela e iluminando o meu quarto. Não sei se aconteceu um pesadelo, ou se simplesmente um pesadelo aconteceu. Olho para o lado e vejo minha jarra cheia. Ou quase.
Bom, eu nem ia postar nada hoje. Não estou no melhor dos ânimos, sério. Mas vim postar porque é um data muito especial para a Shar kawaii <3 Parabéns, viu? :3
Até amanhã, acho. Aí faço um post decente... Acho. :x
E nessas horas, apenas olho o relógio e vejo o tempo passar. Porque a luz da noite não é tão bela quanto a luz do sol. E o pôr-do-sol só é um espetáculo para quem nunca viu o nascer dele.
É, outro blog. Não me perguntem porquê. Nem eu sei. Só deu.. vontade de escrever .-. Aquela vontade irresistível, que te segura com força e te arrasta. Mesmo que você não queira. Mesmo que você implore "me deixe, não quero escrever, só quero ficar aqui, olhando o nada", não adianta. De forma imperativa, ela me olha e diz: "Escreva. Coloque tudo para fora." Quando, na verdade, eu não quero pôr nada para fora... Quando só quero ficar olhando o teto do quarto, enquanto sinto todas aquelas palavras preencherem meu ser de dúvidas e questionamentos. Quero pensar, mas as idéias não se organizam. Então, sou obrigada a colocá-las no papel.É quase como montar um quebra cabeça no qual as peças não formam uma imagem definida. Como se algumas lacunas eu precisasse criar algo que preenchesse. E... óbvio - não é fácil. Nada fácil. >_<
"Ainda que seja noite e todos durmam, ouço o barulho de um grilo. Solitário, em meio as sombras dessa noite nublada. Vejo poucas estrelas e muitos morcegos. Silêncio. O silêncio é tão profundo e discreto que quase não o percebo. Com algum esforço, levanto minha cabeça para sentir a brisa que passava, de forma leviana, por ali. Junto com o grilo, o sapo aparece, formando um dueto tranqüilo e tedioso. É verão, e o calor é sufocante. Quase tão sufocante quanto meus pensamentos. Engraçado. Não me sinto triste. Nem solitária. Só... me sinto só. Mas essa sensação é tão familiar e nostálgica que me sinto quase feliz. Quase. Ouço as folhas rangendo e a noite passando. É quase nascer do dia. Pena que é sempre quase."
Ando ouvindo muito a música Keeper - Yellowcard, também a Monsoon - Tokio Hotel. São duas músicas que gosto muito. E também dá para viajar um pouquinho. Natal acabou de passar, ganhei um celular, o meu violão (<3) e algumas outras coisinhas. Também fui à São Paulo - pela primeira vez sozinha. Foi muito divertido. Pena que durou pouco. E sorte que escapei da chuva. Ou quase: saí meio molhada. Okay okay. Encharcada. Mas valeu.
Estou lendo "Seja bem-vindo à sabedoria do mundo", de Joan Chittister. Mas é meio bobinho. Na minha opinião. O que, claro, não vale muita coisa.
Bom, cansei de escrever. Até outro dia :)